Aedes aegypti: pontos importantes

Uma informação que quase todos brasileiros já sabem é que o mosquito Aedes aegypti transmite várias doenças, como dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Porém, ainda existem dúvidas frequentes tanto em relação ao mosquito, quanto em relação às doenças, principalmente quando se fala da relação entre o zika vírus e a microcefalia.

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    Assim como todos os pertencentes da Classe Insecta, o Aedes aegypti possui seu corpo segmentado em cabeça, tórax e abdome, são hexápodos (6 patas), díceros (2 antenas), possuem sistema digestório completo, sistema nervoso ganglionar ventral, entre outras características básicas. Seu desenvolvimento se dá por quatro fases: Ovo, Fase Larval, Pupa e Fase Adulta, sendo que em ambiente favorável as 3 primeiras fases duram, em média, 10 dias. O mosquito vive aproximadamente 1 mês, é diurno, ou seja, só pica durante o dia e geralmente na região inferior do corpo humano pois costumam voar, no máximo, meio metro do solo. Medindo menos de 1 centímetro, o invertebrado é preto e possui manchas brancas por sua estrutura.

Originário da África, os ovos do mosquito, provavelmente, vieram ao Brasil por meio dos navios negreiros e se adaptaram ao território graças ao clima tropical. Como sua reprodução necessita de água, eles encontraram no nosso país uma abundância de chuvas que, em conjunto com o clima quente, favorece sua multiplicação que possui a fase larval do desenvolvimento.

Obviamente, naturalmente o Aedes aegypti não transmite essas doenças, antes de transmiti-la ele precisa picar alguém que esteja infectado, para posteriormente atuar como vetor. O vírus vive uma espécie de simbiose com o mosquito, permitindo que Aedes continue sua vida mesmo “portando” o vírus. Apenas as fêmeas atuam como transmissor pois necessitam do sangue para que ocorra a maturação de seus ovos, enquanto os machos se alimentam de frutas.

Uma das doenças que mais preocuparam nos últimos anos, foi “ZIKA”, principalmente por sua relação com a microcefalia. Anteriormente, aproximadamente entre 2012 e 2014, foram reconhecidos na Polinésia Francesa e na Tailândia cerca de 38 casos de pessoas infectadas pelo zika vírus que desenvolveram a Síndrome de Guillain-Barré, uma doença que atinge o sistema nervoso, começando a deixar claro que essa enfermidade teria alguma relação séria com esse sistema.

Por meio de pesquisas realizadas, principalmente pelo Laboratório de Flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz, a Organização Mundial de Saúde e Organização Pan-Americana de Saúde conseguiu emitir um comunicado em dezembro de 2015 reconhecendo a relação entre ZIKA e a microcefalia, tendo em vista que o resultado obtido pelo IOC-Fiocruz concluiu que o zika vírus pode atravessar a placenta e chegar ao líquido amniótico, infectando o feto.

Mas você pode estar se perguntando: “Mas porque na África, por exemplo, não existem tantos casos de microcefalia quanto no Brasil?” e a resposta é simples! Por não termos tido contato anteriormente com o vírus, quando ele entra em nosso organismo nós ainda não temos anticorpos para atacá-lo e até que eles sejam produzidos, o vírus alcança o feto e o contamina.

* Nunca deixe água parada, pois é o lugar perfeito para a reprodução do inseto e, consequentemente, para a epidemia dessas doenças.

Saiba mais sobre a prevenção em: http://www.dengue.org.br/dengue_prevenir.html 

Fontes:

Biologia Total- Professor Paulo Jubilut : Por que o Aedes aegypti transmite tantas doenças? 

Biologia Total- Professor Paulo Jubilut: Por que o Zika virou um problema no Brasil?

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