Parasitologia: Amebíase, giardíase e tricomoníase

 

Entamoeba histolytica

Causa amebíase

Apresenta trofozoíto, forma reprodutiva (por divisão binária), coloniza o hospedeiro definitivo e sobrevive por 15 minutos no ambiente. Os cistos são a forma de resistência e infectante, dura até 2 meses no ambiente, são liberados nas fezes.

Transmissão: fecal-oral direta ou indireta, alimentos e água contaminada e insetos;

Ciclo:

Lifecycle image
Fonte: CDC – Entamoeba histolytica

Em indivíduos com deficiência imunológica o trofozoíto provoca uma obstrução intestinal (=amebopore) e cai na corrente sanguínea para atingir outros tecidos e órgãos.

Manifestações clínicas: pode ser assintomática ou causar diarréia, cólica, colite amebiana aguda que pode gerar uma desinteria grave.

Diagnóstico: exame de fezes (método de Faust) e diagnóstico de imagem (extra-intestinal).

 

Giardia duodenalis

Causa giardíase

Apresenta o trofozoito que é a forma reprodutiva (se reproduz por divisão binária), coloniza o hospedeiro definitivo, flagelado e sobrevive 15 minutos no ambiente. O cisto é a forma de resistência e a forma infectante (para ser infectado, é necessário ingerir de 10 a 100 cistos), sobrevive até 2 meses no ambiente e é liberado nas fezes.

Transmissão: fecal-oral direta ou indireta, relação sexual (oral-anal), zoonose, moscas, formigas e baratas.

Ciclo:

lifecycle
Fonte: CDC-Giardia duodenalis

 

Manifestações clínicas: diarréia aquosa explosiva, gases e dores abdominais, podendo em alguns casos ser assintomático. Quando a doença passa a ser crônica, a pessoa desenvolve a síndrome da má absorção intestinal, tendo em vista que forma-se uma camada de trofozoito;

Diagnóstico: exame de fezes (método de Faust) ou entero-test (fase crônica da doença);

Profilaxia: saneamento básico, medidas de higiene em creches e asilos, água filtrada e etc;

Tem tratamento

 

Trichomonas vaginalis

Causa tricomoníase, uma doença sexualmente transmissível (DST)

Apresenta o trofozoíto, que, nesse caso, é a forma reprodutiva (se reproduz por divisão binária) e infectante, coloniza o hospedeiro definitivo, possui flagelos e hidrogenossomos (= organela responsável pela fermentação oxidativa de carboidratos que gera CO2, ATP e H2).

Na mulher, se localiza na mucosa vaginal, exocérvice e uretra. Já no homem, se encontra na uretra peniana, vesícula seminal e próstata.

Transmissão: contato sexual, parto normal, compartilhamento de roupas íntimas;

Seu ciclo é monoxeno, isto é, apresenta um único hospedeiro que no caso é o homem.

Manifestações clínicas: no homem, em grande maioria das vezes, é assintomático, mas podendo ser manifestado por uretrite aguda, e corrimento. Na mulher, causa vaginite aguda, secreção de fluído bolhoso, irritação vaginal, dor e mau-cheiro;

Diagnóstico: nos homens pode ser feito através de secreção uretral, urina (primeiro jato), esperma, secreção prostática ou sub-prepucial. Na mulher, é realizado através da secreção vaginal ou urina;

Tem tratamento.

TODO CRÉDITO E AGRADECIMENTO À PROFESSORA DE PARASITOLOGIA_FRANCINE ALVES DA SILVA COELHO

Fontes:

  • Aulas da Professora Francine Alves da Silva Coelho
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